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Limpeza de pele: médica ou na esteticista, qual escolher?

O que muda entre uma limpeza de pele médica e uma limpeza na esteticista, quando cada uma faz sentido e quando a pele precisa de médico.

Água clara em movimento, com luz e sombra

Uma limpeza de pele remove impurezas, células mortas e o excesso de oleosidade, e deixa a pele mais uniforme e luminosa. Na esteticista, é um cuidado de manutenção. Numa clínica médica, começa com uma avaliação da pele, que permite perceber se há acne, rosácea, manchas ou outra condição que precise de tratamento, e usa tecnologias de limpeza menos agressivas para a pele. A melhor escolha depende do estado da sua pele.

Em resumo

  • Para uma pele saudável, que só precisa de manutenção, uma boa limpeza na esteticista é uma opção válida.
  • Com acne ativa, borbulhas que deixam marcas, rosácea ou manchas, a pele beneficia de uma avaliação médica antes de qualquer limpeza.
  • A limpeza médica junta a avaliação, uma limpeza com aparelho, como o Aquapure, e um plano para o problema de fundo.
  • Em regra, uma limpeza a cada 4 a 6 semanas chega. Mais do que isso pode irritar a pele.

Qual é a diferença?

Limpeza na esteticistaLimpeza de pele médica
Quem avalia a peleEsteticistaMédico, numa consulta de avaliação
Como se limpaVapor, esfoliação e extração manual dos comedõesAparelho de limpeza com água (aqua peeling): esfolia e retira as impurezas sem espremer
ExtraçãoManual, com os dedos ou com extratorFeita pelo próprio aparelho, com menos pressão sobre a pele
Ativos aplicadosMáscaras e cremes de cabineSéruns escolhidos para o tipo de pele, aplicados pelo próprio aparelho
Se houver acne, rosácea ou manchasEncaminha para o médicoDiagnóstico e plano de tratamento no mesmo local
Indicada sobretudo paraManutenção de uma pele saudávelPele com acne, oleosidade, poros dilatados, pele baça ou sensível
Mulher de olhos fechados a limpar o rosto com espuma

Como funciona uma limpeza com aparelho?

Aparelhos como o Aquapure usam uma ponteira que aplica soluções à base de água, esfolia a superfície da pele e retira as impurezas dos poros. Conforme a versão do aparelho, há ponteiras complementares, como a eletroporação, a microcorrente ou o frio, que ajudam a fazer penetrar os ativos e a acalmar a pele. A técnica é conhecida, em geral, como hidrodermoabrasão, e foi com aparelhos deste tipo que se fizeram os estudos. Num estudo com 20 mulheres, seis sessões de hidrodermoabrasão com um sérum antioxidante melhoraram a espessura da pele, as linhas finas, o tamanho dos poros e as manchas. O mesmo sérum, aplicado à mão, não mudou a pele, o que sugere que o aparelho ajuda os ativos a chegar onde são precisos.

Um estudo de imagem de 2024 mostrou que a camada mais superficial da pele fica mais fina logo a seguir à sessão e recupera totalmente em duas semanas. É uma esfoliação suave e temporária, e é por isso que as sessões devem ser espaçadas.

São estudos pequenos, e os próprios autores reconhecem que faltam estudos maiores. Por isso, dizemos com franqueza o que esperar: uma pele mais limpa, uniforme e luminosa, sem promessas de rejuvenescimento.

E a acne?

A limpeza de pele ajuda a controlar os comedões e a oleosidade, mas não trata a acne sozinha. Num estudo de 2022 com 20 adultos com acne ligeira a moderada, seis sessões de hidrodermoabrasão com extração por sucção e luz azul aumentaram de 20% para 65% a proporção de pessoas com a pele limpa ou quase limpa, ao fim de 12 semanas. O estudo foi pequeno, sem grupo de comparação e com participação do fabricante, por isso deve ser lido com cautela.

As recomendações da Academia Americana de Dermatologia, publicadas em 2024, colocam no centro do tratamento da acne os cremes com retinoides e peróxido de benzoílo e, quando necessário, a medicação oral receitada pelo médico. A acne grave, que deixa cicatrizes ou que não melhora com o tratamento habitual, deve ser sempre acompanhada por um médico.

Espremer as borbulhas, em casa ou de forma agressiva, é um dos fatores de risco para as cicatrizes de acne, segundo um consenso internacional de especialistas. O mesmo trabalho lembra que as cicatrizes de acne se podem evitar, na maior parte dos casos, quando a acne é tratada cedo e bem.

Quando deve procurar um médico?

  • Borbulhas inflamadas, dolorosas ou profundas, ou que deixam marcas.
  • Acne que começou ou piorou depois dos 25 anos.
  • Vermelhidão persistente, ardor ou pequenos vasos visíveis (pode ser rosácea).
  • Manchas que escurecem com o sol ou que voltam sempre (pode ser melasma).
  • Pele que reage mal a limpezas ou a cosméticos.
  • Uma lesão que muda de forma, de cor ou que sangra.

Nestes casos, uma limpeza sozinha pode não chegar ou até piorar a situação. Primeiro é preciso perceber o que se passa.

Toalhas brancas, jarra com flores secas e vela

Como decorre uma limpeza de pele médica

  1. Avaliação da pele: tipo de pele, oleosidade, acne, sensibilidade, manchas e cuidados que já faz em casa.
  2. Limpeza e esfoliação suave com água (aqua peeling).
  3. Extração das impurezas com o próprio aparelho, sem espremer.
  4. Aplicação de séruns hidratantes ou calmantes, conforme a pele.
  5. Proteção solar e indicações para casa.

A sessão demora cerca de 45 a 60 minutos. A pele pode ficar ligeiramente rosada durante algumas horas, e pode voltar à rotina e maquilhar-se no próprio dia.

De quanto em quanto tempo?

Em regra, uma limpeza a cada 4 a 6 semanas, que é aproximadamente o tempo de renovação da camada superficial da pele. Numa pele com acne ou oleosidade marcada, pode fazer sentido começar com sessões mais próximas, durante algumas semanas, e espaçar depois. Limpezas e esfoliações demasiado frequentes podem fragilizar a barreira da pele e deixá-la mais sensível.

Quem não deve fazer?

Adiamos a limpeza em caso de infeção ativa na pele, como herpes, feridas abertas ou queimadura solar, acne muito inflamada que precise primeiro de tratamento médico, rosácea em crise, ou depois de peelings, laser ou tratamento com isotretinoína recentes. Na gravidez, ajustamos os ativos utilizados.

Quanto custa?

TratamentoValor de referência na MINIMAL Medical
Aquapure, protocolo Glass Skin180 € por sessão
Consulta de avaliação80 €, descontada se avançar com o tratamento

Pode ver todos os valores na tabela de preços.

Toalhas dobradas sobre um banco branco

Perguntas frequentes

A limpeza de pele médica dói?

Não. A limpeza com aparelho é confortável e não precisa de anestesia. Sente-se sobretudo uma sensação de frescura.

Posso fazer limpeza de pele com acne?

Pode, desde que a acne seja avaliada primeiro. Na acne ligeira, a limpeza ajuda a controlar os comedões. Na acne inflamada, começamos pelo tratamento médico e a limpeza entra depois, como complemento.

Fico com a cara vermelha?

Pode ficar ligeiramente rosada durante algumas horas, o que não impede de voltar à rotina.

A limpeza de pele tira manchas?

Deixa a pele mais uniforme e luminosa, mas não trata manchas como o melasma ou as manchas solares. Para isso, existem tratamentos próprios, que explicamos no artigo sobre as manchas na cara.

Posso fazer no verão?

Pode. A limpeza com aparelho é suave e não deixa a pele sensível ao sol durante muito tempo, mas a proteção solar diária continua a ser obrigatória.

Por onde começar

Se a sua pele está saudável e quer apenas mantê-la, uma limpeza regular é suficiente. Se tem acne, oleosidade, poros dilatados, manchas ou uma pele que reage a tudo, comece por uma consulta de avaliação. Observamos a sua pele, explicamos o que se passa e propomos um plano, que pode incluir o Aquapure, um peeling químico ou, nas cicatrizes de acne, o laser CO2. Para saber o que confirmar antes de escolher onde tratar a pele, leia o nosso guia sobre como escolher uma clínica de medicina estética segura.

Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma avaliação médica individual.

Fontes

  1. Freedman BM. Hydradermabrasion: an innovative modality for nonablative facial rejuvenation. Journal of Cosmetic Dermatology. 2008;7(4):275-280. doi:10.1111/j.1473-2165.2008.00406.x
  2. Razi S, Truong TM, Khan S, et al. Hydradermabrasion through the lens of Line-Field Confocal Optical Coherence Tomography. Skin Research and Technology. 2024;30(4):e13684. doi:10.1111/srt.13684
  3. Storgard R, Mauricio-Lee J, Mauricio T, et al. Efficacy and Tolerability of HydraFacial Clarifying Treatment Series in the Treatment of Active Acne Vulgaris. Journal of Clinical and Aesthetic Dermatology. 2022;15(12):42-46. PubMed 36569524
  4. Reynolds RV, Yeung H, Cheng CE, et al. Guidelines of care for the management of acne vulgaris. Journal of the American Academy of Dermatology. 2024;90(5):1006.e1-1006.e30. doi:10.1016/j.jaad.2023.12.017
  5. Tan J, Thiboutot D, Gollnick H, et al. Development of an atrophic acne scar risk assessment tool. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology. 2017;31(9):1547-1554. doi:10.1111/jdv.14325

Última revisão médica: novembro de 2026.

Artigo revisto pela equipa médica da MINIMAL Medical. Saiba como escrevemos e revemos os nossos artigos na política editorial.

Drª Bruna Cerqueira

Drª Bruna Cerqueira

A Drª Bruna Cerqueira (OM 68481) é CEO e diretora clínica da MINIMAL Medical. É médica interna do último ano de Cirurgia Maxilofacial na ULS São João, no Porto, e tem a competência em Medicina Estética reconhecida pela Ordem dos Médicos. Em 2025 concluiu a Pós-Graduação Europeia em Cirurgia Plástica Facial da EACMFS. Pratica medicina estética desde 2020, sobretudo na área da estética e do rejuvenescimento facial. No seu trabalho junta a cirurgia maxilofacial, a cirurgia plástica facial e a medicina estética, com uma abordagem individualizada e natural.

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